quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Livro História Geral, Antônio José Borges Hermida


"A História Geral estuda o passado da humanidade desde o aparecimento dos primeiros povos, isto é, desde a Antiguidade, que é a parte mais remota da História. As outras partes ou idades são a Idade Média, a Idade Moderna e a atual, que se chama Contemporânea.
Quase todos os povos antigos viveram no Oriente e por isso mesmo pertencem à Antiguidade Oriental, como os egípcios, na África, e os que habitaram a Ásia: assírios e caldeus, na região da Mesopotâmia, banhada pelos rios Tigre e Eufrates, os hebreus, na Palestina, os fenícios e os persas. Esses povos, na África (egípcios) e na Ásia Ocidental, povoaram, portanto, uma região vizinha da Europa ou Ocidente e que por isso se chamou Oriente Próximo; mas houve outros povos orientais, como os chineses, no outro lado da Ásia, na região que, por estar muito afastada da Europa, teve o nome de Extremo Oriente.
Depois dos povos orientais, surgiram os gregos e os romanos que povoaram a Europa, daí a divisão da Antiguidade em Antiguidade Oriental e Antiguidade Ocidental, também chamada Clássica.
Dos povos antigos, alguns, como assírios e caldeus, não existem mais: são povos extintos. Podemos, porém, conhecer a sua história porque existem numerosos monumentos, estátuas, restos ou ruínas de palácios e de templos, contendo inscrições, que foram depois decifradas. Esses monumentos, templos, etc, são chamados fontes históricas. Atualmente os grandes sábios estudam os povos do Oriente, desse modo, pela leitura das inscrições: chamam-se egiptólogos, quando se dedicam à Egiptologia, e assiriólogos, quando tratam dos povos da Mesopotâmia, como os assírios e os caldeus (Assiriologia).
Houve também escritores antigos cujos livros são considerados fontes históricas. Heródoto, por exemplo, apelidado de o Pai da História, foi um grego que escreveu sobre a história do Oriente; outra fonte histórica importante para o conhecimento da Antiguidade é a Bíblia, livro sagrado dos hebreus, que narra muitos acontecimentos ocorridos com os povos vizinhos.
O último a ser estudado na Antiguidade é o romano, que chegou a dominar todos os outros, constituindo um grande império. No ano de 395, quando o Império Romano foi dividido em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente, termina a Antiguidade e começa a Idade Média.
A Idade Média durou pouco mais de mil anos e terminou quando os turcos, em 1453, tomaram a capital do Império Romano do Oriente, a cidade de Constantinopla. Desse modo, o descobrimento do Brasil verificou-se já no início da Idade Moderna, que se prolonga até a Revolução Francesa (1789), quando começa a Idade Atual, que é a Contemporânea."

Livro História Geral
para os cursos de grau médio
Antônio José Borges Hermida
Licenciado pela Faculdade Nacional de Filosofia, professor estadual do Estado da Guanabara, do Colégio Pedro II e do Colégio Arte e Instrução

2ª edição
Companhia Editora Nacional
São Paulo

Boas leituras!

MilaResendes: Tecendo a colcha da vida e dica de loja online da minha irmã

A vida parece uma daquelas grandes colchas de retalhos que minha mãe tanto gostava de fazer... para mim, criança, parecia um grande quebra-cabeças; mas para ela, era um "passatempo" prazeroso e útil (as coisas para ela deviam ter finalidade). E vagarosamente (como a vida parecia passar) a colcha ia se desenhando, se combinando, se descobrindo...

Viver é meio que tecer uma grande e vagarosa colcha: juntando pequenos e grandes acontecimentos; fotos que se juntam aqui, fotos que vão esmaecendo ali; lágrimas, risos, dores e amores vão juntando os retalhos, através de pequenos pontos, cicatrizando a nossa vivência; e as cores? vezes coloridíssima, muito laranja, vermelho, rosa e amarelo; outras vezes sombrias com cinza, preto e marrom; neutras com azul, verde, e até branco; um caleidoscópio multicolorido que compõe a arte de viver...

Viver é a coisa mais preciosa que poderíamos ter; viver com saúde, viver com amor, viver com sonhos, viver com responsabilidade, viver com solidariedade, viver com propósito. A vida é efêmera dizem uns, a vida é salutar dizem outros; pra mim, a vida é dádiva, dádiva essa que temos obrigação de usufruir de forma saudável pelo tempo que a tivermos; saudável de corpo e mente; saudável nos atos e nos pensamentos; saudável na medida do equilíbrio...

Sejamos bons, para nós e para os outros. Sejamos palavra amiga, que ampara, aquece, acalenta. Sejamos mãos que ajudam, acrescentam, agregam. Sejamos paz no conflito. Sejamos oração na confusão. Sejamos calmaria no furacão. Sejamos ouvidos no mundo que não quer calar. Sejamos eternos aprendizes na arte de tecer a colcha da vida. 

Até breve,

MilaResendes

Pessoal, a minha irmã Vania Resendes é uma artesã talentosíssima, já falei do trabalho dela aqui no blogue; mas a novidade é que agora ela está com loja online no Elo7, com envio pelos Correios e pagamento via cartões e boleto bancário. 
Bora lá, conhecer: Ateliê Vania Resendes   e a página no facebook aqui.


*sic, enriquecer

Revistando: Reportagem "Santo de Casa", Veja, 22 de outubro de 2008


"Na semana passada, Paulo Coelho foi homenageado na Feira de Frankfurt _ o mais importante evento da indústria livreira mundial _ pelo marco de 100 milhões de livros vendidos no mundo todo. Também recebeu um diploma do Guiness, o livro dos recordes, como o autor vivo traduzido para o maior número de línguas (67). Mestre imbatível da autopromoção, Coelho conseguiu criar uma polêmica meio fajuta em torno do não comparecimento à feira do ministro da Cultura, Juca Ferreira (o arroz-de-festa Gilberto Gil, antigo titular da pasta, este lá). Em seu país natal, porém, Paulo Coelho já não é o mesmo fenômeno.
Lançado em agosto, O Vencedor Está Só ainda não esgotou a tiragem inicial de 200.000 exemplares e foi o romance do autor que menos tempo ficou na lista dos mais vendidos de VEJA _ apenas oito semanas. A editora do livro, a Agir, prepara uma nova investida promocional com base na comemoração dos 100 milhões. O Vencedor Está Só tem chance de reaparecer entre os dez mais vendidos (nesta semana, ficou em 11º), mas dificilmente chegará ao topo. E esse é o dado mais significativo: tanto o novo livro quanto o título anterior, A Bruxa de Portobello, não emplacaram o primeiro lugar nenhuma vez. Isso não ocorria com um romance de Paulo Coelho desde O Alquimista.
Parte da razão pode estar na mudança de gênero representada por O Vencedor Está Só, um triller sobre um assassino em série que ataca durante o Festival de Cannes. "O público de Paulo Coelho ainda espera livros inspiracionais. Não seguir o autor no policial", diz o gerente de compras de uma grande cadeia de livrarias. Mas A Bruxa de Portobello trazia o enredo místico tradicional do escritor e também não chegou ao primeiro lugar. O recorde continua com O Alquimista, que permaneceu por 260 semanas na lista (e o número talvez pudesse ser maior, pois nessa época VEJA não publicava a lista toda semana). Coelho já não surfa com desenvoltura na onda esotérica que o transformou em fenômeno _ como demonstra o gráfico abaixo, com alguns dos principais títulos do autor _, e tampouco encontrou uma forma de se reinventar. Seu segundo livro mais vendido em todo o mundo é o erótico Onze Minutos. Talvez ele devesse abdicar dos assassinatos para narras histórias apimentadas."

A magia se perdeu
Paulo Coelho está comemorando 100 milhões de livros vendidos no mundo todo _ mas, no Brasil, suas obras já não fazem tanto sucesso.
O Alquimista (1988) 24 semanas em 1º lugar; 260 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
Brida (1990) 12 semanas em 1º lugar; 180 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
Na margem do Rio Pietra eu sentei e chorei (1994) 7 semanas em 1º lugar; 57 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
O demônio e a Srta. Prym (2000) 3 semanas em 1º lugar; 28 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
Onze Minutos (2003) 22 semanas em 1º lugar; 71 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
O Zahir (2005) 2 semanas em 1º lugar; 22 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
A bruxa de Portobello (2007) 0 semanas em 1º lugar; 24 semanas na lista de mais vendidos da VEJA
O vencedor está só (2008) 0 semanas em 1º lugar; 8 semanas na lista de mais vendidos da VEJA

Santo de Casa
Seção Livros

Revista Veja
Edição 2083 - Ano 41 - Nº 42

22 de outubro de 2008
Página 152

Boas leituras!

Livro Grande Enciclopédia Médica, Abril Cultural, 1982


Livro Grande Enciclopédia Médica
Volume 3

Abril Cultural e Industrial
1982

Boas leituras!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Livro Estudo Dirigido de Português, Jacó Milton e Luis Cadore


Livro Estudo Dirigido de Português
Língua e Literatura
Jacó Milton Benemann e Luis A. Cadore

18ª edição
Segundo Grau, Volume Um

Editora Ática
1981

Boas leituras!

Livros Biologia Volumes I e III, Aurélio Bolsanello


Livros Biologia
Volumes I e III
Aurélio Bolsanello

Editora Educacional Ltda

Boas leituras!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Livro A Meteorologia, Ivan Ray Tannehill


"Não há muitos anos, um furacão poderia encontrar uma cidade desprevenida, destruindo edifícios e matando milhares de pessoas. Hoje em dia, porém, as pessoas são avisadas com antecedência das mudanças de tempo, podendo, assim, proteger-se de uma tempestade antes que ela chegue.
As previsões do tempo são feitas pelo Serviço Nacional de Meteorologia que tem observadores nas diferentes estações meteorológicas espalhadas por todo o território nacional.
Para esses observadores, as variações atmosféricas não tem mais segredos, porquanto eles aprenderam a medir a velocidade do vento e a ler nas nuvens o que elas escrevem no céu.
Aprenderam, também, a utilizar balões para constatar tempestades distantes e radar para verificar a aproximação de furacões e ciclones.
Neste livro, o autor, o maior especialista dos Estados Unidos em previsão de tempo, mostra em linguagem simples e clara como se observam as condições atmosféricas, como se fazem as previsões e, ainda, como se utilizam os mapas meteorológicos.
Em suma, uma leitura muito interessante para todos os jovens que desejam iniciar-se nesta útil carreira."


Livro A Meteorologia
Ivan Ray Tannehill

Tradução de Benjamin Fraenkel
Distribuidora Record
1964

Boas leituras!



Livro Dicionário da Vida Sexual, Aldo Pereira


Livro Dicionário da Vida Sexual
Aldo Pereira

Volume I

Abril Cultural e Industrial
1981

Boas leituras!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Livro O Homem, o Trabalho e a Sociedade Internacional, IX Congresso da CLAT


Livro O Homem, o Trabalho e a Sociedade Internacional
IX Congresso da CLAT

Tradução Luis Antônio Siqueira Dias
Central Latino-Americana de Trabalhadores

Nossa Editora
1989

Boas leituras!

domingo, 27 de agosto de 2017

Livro Os grandes processos da história, Henri Robert


O processo de Maria Stuart
O caso Cinq-Mars 
O processo de Nicolau Secucquet, um aproveitador do grande século
Voltaire, defensor de Calas
O processo de Camillo Desmoulins
Annexo: Os sinos do palácio

Carta-Prefácio de Louis Barthou


Livro Os Grandes Processos da História
Henri-Robert

Tradução de J.L. Costa Neves
Livraria Carvalho, Editora
1ª série

Boas leituras!

Livro Análise Financeira de Balanços, Dante C. Matarazzo


Livro Análise Financeira de Balanços
Abordagem Básica e Gerencial
Dante C. Matarazzo

Editora Atlas S.A.
2008

Boas leituras!

sábado, 26 de agosto de 2017

Livro Dicionário de idéias afins, Herminio Sargentim


"No Dicionário de idéias afins as palavras são agrupadas de acordo com a área de significado comum."

Livro Dicionário de Idéias Afin
Hermínio Sargentim

Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas

Boas leituras!



Livro Análise de Balanços, Sérgio de Iudícibus


Livro Análise de Balanços
Sérgio de Iudícibus

8ª edição
Revista e Atualizada

Editora Atlas S.A.
2007

Boas leituras!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Livro Leitura Silenciosa e Linguagem, Olívia Pinto de Castro Leite


"Parabéns, pois você já está na terceira série, logo já sabe ler muito direitinho.
Neste livrinho, que escrevi para você, há uma variedade de exercícios que vão ajudá-lo a vencer esta série de seu curso primário.
Agora, você vai ficar mais independente, porque quando a gente já sabe ler pode trabalhar sozinho.
Quando encontrar qualquer dificuldade, peça auxílio
_ à sua professora
_ ao dicionário
_ e aos livros de história e de poesia, caso você ainda não haja lido àquelas que aparecem neste livrinho.
Com um grande abraço, espero que o meu livrinho o ajude muito..
Até a quarta-série, se Deus quiser.
A Autora."


Livro Leitura Silenciosa e Linguagem
Ensino de Primeiro Grau
Olívia Pinto de Castro Leite
Diplomada pela Escola de Aperfeiçoamento do Estado de Minas Gerais

3º volume
Gramática Funcional
Editora do Brasil em Minas Gerais S.A.
Coleção Didática do Brasil

Boas leituras!

Livro Tendências na Comunicação, Marcelo Pimenta


Livro Tendências na Comunicação
Curso de Comunicação da PUCRS, UFRGS, ULBRA, UNISINOS
Marcelo Pimenta

L&PM Editores
1999

Boas leituras!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Revistando: Artigo "Poucos Amigos" J.R.Guzzo , Veja, 03 de agosto de 2011


"Numa dessas anotações que certamente contribuíram para lhe dar a reputação de grande fotógrafo da existência humana em sua época, Stendhal observou que a Igreja Católica aprendeu bem depressa que o seu pior inimigo eram os livros. Não os reis, as guerras religiosas ou a competição com outras religiões; isso tudo podia atrapalhar, claro, mas o que realmente criava problemas sérios eram os livros. Neles as pessoas ficavam sabendo de coisas que não sabiam, porque os padres não lhes contavam, e descobriam que podiam pensar por conta própria, em vez de aceitar que os padres pensassem por elas. Abria-se para os indivíduos, nesse mesmo movimento, a possibilidade de discordar. Para quem manda, não pode haver coisa pior _ como ficou comprovado no caso da Igreja, que foi perdendo sua força material sobre países e povos, e no caso de todas as ditaduras, de ontem, de hoje e de amanhã. Stendhal estava falando, na sua França de 200 anos atrás, de algo que viria a evoluir, crescer e acabar recebendo o nome de "opinião pública". Os livros, ou, mais exatamente, a possibilidade de reproduzir de forma ilimitada palavras e idéias, foram a sua pedra fundamental.
A leitura de livros, ou de qualquer coisa escrita, não parece estar num bom momento no Brasil de hoje; a opinião pública também não. Vive-se uma época em que a cada três meses é anunciada alguma "revolução" nisso ou naquilo, depois da qual o mundo nunca mais "será o mesmo" de antes. Quando tais portentos envolvem áreas ligadas à comunicação, sempre se insiste, de um jeito ou de outro, em prever que a leitura está a caminho de se transformar num hábito do passado. Cada vez mais, no dia a dia, sua valorização é posta de lado _ ou "relativizada", como se diz. É comum, por exemplo, ouvir declarações lamentando que árvores sejam cortadas para produzir papel destinado à impressão; a única forma aceitável de leitura, para muita gente voa, deveria ser a tela de algum artefato digital. Empresas de grande renome não consideram uma virtude, no julgamento de seus executivos, o gosto pela leitura, a não ser que se trate de publicações profissionais. Não passa pela cabeça de nenhum recrutador perguntar a um candidato a emprego o que ele está lendo, por mais alto e bem pago que seja o posto a ser preenchido. É claramente desaconselhável ao funcionário, no ambiente de trabalho, deixar sobre a mesa qualquer livro que não seja diretamente ligado à sua atividade. Arrisca-se, caso contrário, a ser interrogado pelo chefe: "Por que você está lendo isso?". Nas novelas de televisão, que continuam sendo o principal entretenimento para milhões de brasileiros, jamais se vê um personagem lendo um livro. Discute-se com muito calor, no momento, quantos beijos entre pessoas do mesmo sexo podem ser dados num capítulo, ou se um casal gay pode aparecer tomando o café da manhã na cama; prega-se, ao longo da trama, todo tipo de causa, da defesa das geleiras à política de cotas raciais, da preservação dos mangues à condenação da gordura trans. O que não aparece, de jeito nenhum, é alguém lendo alguma coisa. O ato de ler também está banido da publicidade de consumo; há uma clara preferência, aí, por algo que se parece muito com um culto intensivo à boçalidade. Da atitude geral do governo diante da leitura, então, é melhor nem falar; registre-se, em todo caso, sua profunda satisfação em anunciar, sempre que é incomodado pelo noticiário de escândalos publicado na imprensa, que o "brasileiro não lê nada".
Naturalmente, ninguém se coloca hoje como inimigo dos livros; mas é certo que muitos se beneficiam com o fato de que a leitura, nestes dias, tem poucos amigos na praça. Quanto menos se lê, menos idéias, menos espaço sobra para a discordância, a procura de alternativas e a fiscalização dos atos do governo. O resultado, na prática, é uma indiferença generalizada em relação ao comportamento de quem governa. Não há muito a fazer quanto a isso. A opinião pública não tem nenhuma obrigação de pensar assim ou assado, muito menos de estar "certa" _ ela é o que é, e parece perfeitamente inútil esperar que sinta o que não sente, ou que queira o que não quer. Essas realidades, entretanto, têm o seu preço. No caso do Brasil atual, o desinteresse pelo que acontece na vida pública é pago com a multiplicação, em ritmo cada vez mais rápido, de todo tipo de parasitas dedicados a prosperar com o dinheiro do Erário. É certo que eles não irão embora por sua livre e espontânea vontade."

Poucos Amigos
J.R. Guzzo

Revista Veja
Edição 2228 - ano 44 - nº 31

03/08/2011
Página 142

Boas leituras!

Nova Coluna: Revistando

revistando

Significado de Revistando

Revistando vem do verbo revistar. O mesmo que: fiscalizando, inspecionando, vistoriando.

Significado de revistar

Passar revista a; inspecionar.Rever, examinar detidamente.Dar busca a, dar varejo a: revistou cuidadosamente os bolsos do paletó.

RIMAS COM REVISTANDO

  • educando
  • nefando
  • infando
  • brando
  • mando
  • venerando
  • miserando
  • formando
  • comando
  • bando
  • considerando
  • alimentando
  • telecomando
  • lecionando
  • desando
  • regenerando
  • quejando
  • vitando
  • diplomando
  • desmando
  • contrabando
  • multiplicando
  • memorando
  • desiderando


Fonte: Dicio

Recebemos no último mês um considerável número de revistas { Veja, Época, Exame, Vip } e fiquei pensando, como a procura no Stand por revista é bem pequeno, queria uma forma de promovê-las, pensei então em fazer uma coluna aqui no blogue, posterior estendida ao facebook, onde transcreveremos artigos afins de colunistas diversos. 

Não preciso dizer, que para mim é um prazer folhear cada revista e compilar estes textos! ... 

Bora lá, então, a coluna Revistando, um olhar mais apurado e dentro do meu juízo compartilhar com vocês.

Espero que curtam!

Boas leituras!

MilaResendes

Livro Autoconhecimento, Ernani José Mottin


"A era do pensamento e da inteligência será vivida plenamente por aqueles que desenvolverem, através do autoconhecimento, as potencialidades transcendentes da percepção e sensibilidade inerentes ao ser integral renascido.
Na busca evolutiva através do Grande Caminho de todos os caminhos, o ser pleno seguirá sua trilha integrando as habilidades e os conhecimentos dos profissionais do seu tempo, dos cientistas, dos teólogos, dos mestres, dos sábios e dos místicos, confrontando-os com a sua consciência para criar e assumir o seu caminho, a sua verdade e a sua vida."

Livro Autoconhecimento
Caminhos para ma excelência pessoal
Ernani José Mottin

AGE Editora
1998

Boas leituras!

Livro Introdução à Estatística, A.W. Lindgren e G.W. McElrath


Livro Introdução à Estatística
A.W. Lindgren e G.W. McElrath

Tradução de Gastão Quartin Pinto de Moura

Ao Livro Técnico S.A.
1972

Boas leituras!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Livros TDEF, Trabalho Dirigido de Educação Física, Hudson Ventura Teixeira


Livro TDEF
Trabalho Dirigido de Educação Física
1º Grau - 1 Volume
Hudson Ventura Teixeira


Livro TDEF
Trabalho Dirigido de Educação Física
1º Grau - 2º Volume
Hudson Ventura Teixeira

Saraiva
1979

Boas leituras!

Livro Treinamento de Pessoal, Paulo Pinto Ferreira


Livro Treinamento de Pessoal
Paulo Pinto Ferreira

4 edição

Editora Atlas S.A.
1987

Boas leituras!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Livro A Guerra dos Seis Dias, A.J. Barker


"À beira
No breve e quente verão de 1967, o conflito árabe-israelense explodiu com violência abrupta e espantosa, que amainou antes mesmo que as ondas de choque se fizessem sentir. Foram precisos apenas seis dias para redesenhar o mapa do Oriente Médio, enquanto as forças de Israel quadruplicavam o tamanho do seu país, na mais rápida campanha de que se tem notícia.

A carlinga mediterrânea
introdução de Barrie Pitt
A Guerra dos Seis Dias não deu a Israel a paz que seus fundadores esperavam. Enquanto este livros estava sendo impresso, ocorria nova erupção no Oriente Médio e, uma vez mais, árabes e israelenses empenhavam-se num conflito sangrento, envolvendo dezenas de milhares de soldados e mais tanques do que os usados em Stalingrado ou El Alamein durante a Segunda Guerra Mundial.
A luta começou no dia do Yom Kippur, o mais santo e o mais calmo do Ano Judaico. Israel encontrava-se virtualmente parado, e muitos soldados estavam de licença. Sob a proteção de intensa barragem de artilharia e de bombardeios aéreos, tropas egípcias atravessaram o Canal de Suez, enquanto os sírios, simultaneamente, atacaram as posições israelenses das colinas de Golan. Egito e Síria declararam que os israelenses provocaram a invasão de seu território, ao abrirem fogo contra posições no Egito e na Síria. Mas os relatórios dos observadores da ONU não confirmaram tivesse havido tal provocação. Ao contrário, as provas indicavam claramente que a guerra, a quarta, entre árabes e israelenses, em 25 anos, havia sido precipitada pelos árabes."

Livro A Guerra dos Seis Dias
a vitória de Israel
A.J. Barker

História Ilustrada do Século de Violência
Número 13
Tradução Edmond Jorge

Editora Renes
1979

Boas leituras!

E de presente um check-up médico



Ano passado, quando completei 4.1 anos me dei de presente uma revisão dentária, conheci o Dr. Maurício super profissional e sem ter grandes desafios (odontológicos) pela frente, encerrei essa "tarefa-mui-difícil-para-mim" que foi encarar a temida cadeira do dentista...

Nesse ano, completei 4.2 anos (meio óbvio, né) e me permiti fazer um check-up médico. Fiz os exames rotineiros solicitados e a boa notícia: sou pré mas não estou diabética (herança de mamãe), estou pré-colesterol acima, estou pré-pressão alta. Fui liberada para um retorno daqui a 6 meses com a tarefa de diminuir os dígitos da glicose, do colestrol LDL e da pressão arterial...

Fiquei bem feliz. Mas depois pensei: puxa! o dinheiro que poderia estar "gastando" com medicações para estes problemas, preciso investir em alimentos mais saudáveis! 

Quem me conhece sabe que travo a luta com a balança desde novinha, e que os meus ciclos de atividade física moderada, duram pouco e o intervalo entre elas pode ser considerado loooooongooooo...

Na alimentação já acertei várias pendências: o sal é mínimo, o arroz é integral, farinhas também integrais, no café uso adoçante (stévia) a anos, cortei totalmente os refrigerantes a uns 6 meses, e tenho maneirado no meu vício que chama-se chocolate.

Mas atividade física, como é difícil de encarar, venho pra loja de carro (pois o utilizamos no decorrer do dia), e só saio daqui para ir embora, quando também sento bem bela no carro e sou deixada em casa... Daí, é só aguardar o outro dia e modo repeat... 

Bom, o corpito é meu e se quiser levar ele adiante a tarefa também é minha!

Este é um daqueles post's meio que desabafo, meio que desafio, onde não importa o que disserem compete a mim tomar uma atitude ou não tomar; mas acho que vale na medida em que alguém esteja se sentindo meio "sei lá" e ir em busca de respostas.

Cabe dizer que aqui em Gravataí, alguns postos de saúde tem o agendamento por telefone, eu fiz isso, não queria ir pra fila de madrugada, então 8:00 da manhã estava lá, dedinho nas teclas 0800-5002022, consegui marcar já duas consultas com o médico clínico geral através do agendamento. Demora? Um pouco. Compensa? Totalmente. 

Os exames, fiz todos pelo SUS, tendo aquele "trabalhinho" de voltar no posto pra carimbar, ir até o laboratório pra agendar o exame, buscar o resultado...

O que fica de todo meu relato? Penso que a lição de que o dinheiro que poderia estar gastando com remédios (mesmo que alguns sejam subsidiados pelo governo) devo investir em alimentos que colaborem com a minha saúde; assim como chás também. E a caminhada fica como troco.

Até breve,

MilaResendes 

Livro Técnicas de Planejamento e Previsão, J.N.Robinson


Livro Técnicas de Planejamento e Previsão
Aplicações Macroeconômicas
J.N. Robinson

Curso Integrado de Economia
Tradução de Mauro Roberto da Costa Souza

Zahar Editores
1974

Boas leituras!

Livro virtual Novo Mundo de Anna Millman


Atualização dos capítulos disponíveis para leitura: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24. 

Basta acessar o site: Livro Novo Mundo 

Para ler nosso texto sobre o livro: clica aqui. 

Boas leituras!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Livro Aprender... sim, mas como?, Philippe Meirieu


"Neste livro, Philippe Meirieu aprofunda a reflexão sobre o ato da aprendizagem - expulsa suas representações equivocadas, denuncia as ilusões que pairam a seu respeito e tenta estabelecer algumas referências a partir das quais o professor poderá elaborar, regular e avaliar sua ação. É assim que ele aborda tanto a relação pedagógica quanto a racionalização didática e as estratégias individuais de aprendizagem. Mostra como a preocupação com essas três dimensões permite manter "o equilíbrio ecológico do sistema aprender". Mas a originalidade deste livro se deve também à sua forma - o leitor encontra nele exercícios, relatos de experiências pedagógicas e acontecimentos da vida escolar. O autor destaca ainda alguns princípios fundamentais e propõe uma série de recursos que poderão ser utilizados pelos professores e educadores."

Livro Aprender... Sim, mas como?
Philippe Meirieu

Tradução Vanise Pereira Dresch
7ª edição
Artes Médicas
1998

Boas leituras!

Livro Educação e mudança, Paulo Freire


"Dizia Paulo Freire que o Brasil vivia exatamente a passagem de uma a outra época, de uma sociedade "fechada" a uma sociedade "aberta".
A passagem era precisamente o elo entre um período que se extinguia e outro que ia tomando forma. A sociedade brasileira estava, por isso mesmo, sujeita a retrocessos em sua passagem, na medida em que as forças encarnam aquela sociedade, na vigência de seus poderes, conseguissem sobrepor-se, de um modo ou de outro, à consubstanciação de um novo tipo de sociedade.
Sociedade que se oporia, necessariamente, à dominação de privilégios, quaisquer que fossem suas origens, contrários aos interesses do homem brasileiro. Estas afirmativas de Paulo Freire continuam válidas para o novo processo que está vivendo o poco deste país. 
Hoje, como ontem, ganham força as posições de Freire com respeito à utilização da educação como dinamizadora de um processo de mudança, por meio de um método ativo, dialogal e participativo."

Livro Educação e mudança
Paulo Freire

Prefácio de Moacir Gadotti
Tradução de Moacir Gadotti e Lilian Lopes Martin

20. edição
Traduzido do original em espanhol Educacion y Cambio
Capa Isabel Carballo

Paz e Terra
1979

Boas leituras!

Coluna "Escrever é viver" de Sebastião Medeiros na Revista Bola em Jogo



Ressaltamos a coluna do nosso amigo e escritor Sebastião Medeiros, na Revista Bola em Jogo, mês de Junho/2017, com o título Sociedade Esporte Clube Gravataiense.

Temos revistas no Stand do LEIA Gravataí, Rua Lateral a RS 020, n. 1736, Morada do Vale I, Gravataí.

De segunda a sábado, 8:30/17:30.

Revista Bola em Jogo
Edição 196 - Junho de 2017
revista@bolaemjogo.com.br

Colunista Sebastião Medeiros
sebastiaomedeiros2012@gmail.com

Boas leituras!

domingo, 20 de agosto de 2017

Livro A Cruz, Humberto Xavier Rodrigues


"A cruz foi o grande propósito de Deus desde a eternidade pensada. O centro do universo é a cruz. Não há possibilidade de uma vida cristã sem a cruz. Não existe qualquer crescimento cristão sem a cruz. Do início ao fim, tem que haver o princípio da operação da cruz trabalhando em nós. A cruz nos venceu, e nela Deus pôs fim na raça adâmica. Nela Deus fez cair sobre nós a riqueza da Sua graça.
Portanto, fora do sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo não existe nenhuma esperança de salvação para o homem. Não há força ou poder no homem que o possa livrar da escravidão do pecado. Somos justificados pela graça. O sangue que o nosso Senhor verteu naquela cruz foi recebido por Deus como pagamento pleno."


Livro A Cruz
Humberto Xavier Rodrigues

Série A Suficiência de Cristo

Editora IDE
2011

Boas leituras!

Letra de Música: Prelúdio, Raul Seixas

Recebemos exemplares da Revista Bola em Jogo, mês de Junho/17, do amigo, escritor, historiador, palestrante e representante comercial da citada Revista.


"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade"
{ Prelúdio, Raul Seixas }

Boas leituras!

Livro O crime da letra, Glênio Fonseca Paranaguá


"A estrela é um astro que tem luz própria. Os planetas são astros que não emitem luz deles mesmos. Se eles iluminam é porque foram iluminados por uma estrela. Deus é luz e os homens só podem ser iluminados por Deus. Cristo é luz e os homens só podem ser alumiados por Cristo.
O Deus triúno é o único ser justo com a sua justiça. Ele não precisa de coisa alguma e de ninguém, uma vez que só ele se basta a si mesmo. O ser humano foi criado reto, mas finito, e ao pecar, se tornou ímpio. Ninguém pode se justificar diante de Deus com a sua justiça pervertida pelo orgulho do seu ego ímpio. A justiça humana é comparada na Bíblia a trapos de imundície. Assim, não há nenhum justo que produza justiça aceitável que o justifique na presença de Deus. 
Jó era um servo de Deus que vivia justamente por meio da sua própria justiça. O Crime da Letra é uma tese firma e incisiva, que procura expor a obra da graça de Deus, desconstruindo, através do sofrimento, um homem justo em sua justiça, a fim de justificá-lo pela justiça do Cordeiro.
Muitos acham que Deus foi injusto com Jó colocando Satã como agente de demolição, ao afligi-lo em sua integridade. Nada disso, Deus foi bem misericordioso ao permitir que Jó fosse assolado até a sua rendição no pó e na cinza. A graça persuade o pior dos pecadores com mais facilidade, do que convence a alma justa em sua justiça, uma vez que a graça precisa sempre da marreta do sofrimento para quebrantar esta alma ensimesmada. A história de Jó é a biografia da justiça própria sendo abatida pelo Deus gracioso."

Livro O Crime da Letra
Jó - A história da justiça injustificada na salvação da alma justa
Glênio Fonseca Paranaguá

Editora IDE

Boas leituras!

sábado, 19 de agosto de 2017

O olhar de Juliano sobre o pai, o fotógrafo Sebastião Salgado

JULIANO RIBEIRO SALGADO
Filho mais velho do fotógrafo Sebastião Salgado, Juliano herdou do pai o apetite por circular pelo mundo em busca de histórias e imagens tocantes. Nascido em Paris, radicado em Berlim, o cineasta de 41 anos dirigiu O Sal da Terra, documentário sobre o pai feito a quatro mãos com o alemão Wim Wenders. Graças ao filme, realizado entre 2009 e 2013, pôde se reaproximar de Tião _ como se refere ao pai _, com quem mantinha uma relação distante. Formado em cinema pela London Film School, ele faz neste texto um relato emocionado sobre o acontecimento.

"Brigávamos muito. Um filme nos reconciliou"
Em casa, éramos dois galos no terreiro. Ao fazer um documentário sobre meu pai, percebi de uma hora para outra que havíamos virado amigos.

[ Juliano Ribeiro Salgado, de Berlim ]

"Minha primeira lembrança de meu pai vem do tempo em que eu era criança e morávamos em Paris. Alugávamos um quartinho no último andar do nosso prédio, onde ele instalou seu laboratório de fotografia. Minha primeira imagem dele vem exatamente desse lugar, do cheiro forte do produto químico usado no revelador e do tique-taque do relógio.
Tião viajava por períodos extensos e passava pouco tempo com a família. Éramos três esperando por ele: Lélia, minha mãe; Rodrigo, meu irmão que tem síndrome de Down, cinco anos mais novo; e eu. Quando chegava a hora de ele voltar, ficávamos muito ansiosos. Até que finalmente vinha o momento de esperar por ele no aeroporto, de onde chegava de lugares afastados e desconhecidos. Desde muito pequeno eu tinha o sentimento que meu pai era alguém especial, diferente. Quando contava aos pais dos meus amiguinhos de escola em que lugar do mundo ele estava trabalhando, via admiração no olhar de todos.
Quando regressava, meu pai tinha muitas histórias para contar, relatos da viagem que ele acabara de fazer, uma abertura para a realidade que meu deixava fascinado. Com isso, muito cedo despertou em mim a consciência de que o mundo não é um lugar muito justo, mas que se pode fazer algo para tentar atenuar essa característica cruel da vida. Era o que Tião tentava fazer com suas fotografias, denunciando injustiças e informando a sociedade sobre o que acontecia em lugares remotos.
Na adolescência, passei a ter muitos embates com meu pai. Não havia diálogo. Nem sobre futebol, que é uma paixão que nos une, conseguíamos conversar. Éramos dois homens em casa, dois galos no terreiro. Brigávamos muito, mas é claro que no fundo eu o admirava. Tanto que escolhi ser documentarista.
Meu pai tem uma profissão incrível. Ele viveu uma vida cheia de aventuras, se deslocando por todo o planeta, indo a lugares afastados e deparando com as mais diferentes pessoas. Mais do que isso, ele testemunhou fatos importantes, dos quais muitos se tornaram históricos. Com suas fotografias, ele trabalhou na mediação e divulgação dessas fatos para o público. A forma com que esses fatos foram compreendidos dependeu muito de seu olhar e sua maneira de fotografá-los. Era uma coisa altamente política que me interessou muito.
Ao decidir qual caminho seguir, comecei a atuar em TV, aos 22 anos. Viajei para Angola, Afeganistão, Etiópia e para a ex-Iuguslávia, todos países conflagrados. Apesar do trabalho similar, minha relação com meu pai não era boa até pouco tempo atrás. O panorama começou a mudar em fevereiro de 2009, quando ele forçou a barra para que eu o acompanhasse numa expedição à tribo zo'é, grupo que vive isolado na Amazônia paraense. A princípio, relutei. Tive medo de voltar a conviver entre quatro paredes com meu pai. Temia que aquilo pudesse virar uma guerra, tal como aconteceu nas filmagens de Fitzcarraldo, em que o diretor Werner Herzog e o ator Klaus Kinski tiveram uma série de entreveros na Floresta Amazônica. Permanecemos durante três semanas na selva e registrei seu trabalho de perto. Não brigamos, o que foi um avanço, mas só recuperamos certa intimidade quando voltamos a Paris e mostrei a ele o material que havia feito. Meu pai pode ver como o filho olhava para ele e se emocionou a ponto de segurar as lágrimas. Esse episódio acabou abrindo a porta para o projeto do filme Sal da Terra. Eu senti muita vontade de dar continuidade ao processo de reaproximação.
Pude observar nas diferentes viagens _ à Amazônia, ao Círculo Ártico, à Papua-Nova Guiné e ao Pantanal _ a forma como Tião trabalha. Mas a minha intuição era que o centro de um filme sobre o meu pai tinha de ser sobre as histórias que ele contava quando eu era criança, sobre suas experiências únicas em áreas de crise e conflitos. Eu sentia que ele tinha uma experiência rara e essencial para compartilhar com um grupo mais amplo do que somente a família e os amigos. Mas também sentia que era preciso encontrar alguém neutro que pudesse entrevistá-lo para o filme. Exatamente nessa época, o Wim Wenders (cineasta alemão) foi jantar com a gente. Ele queria muito encontrar o Tião, de quem era fã havia muito tempo. Logo encontramos um ponto comum muito forte: o futebol. Tião torce pelo Real Madrid, Chelsea e Fluminense, enquanto Wenders é Barcelona e Arsenal. No meio desse entrosamento, decidi convidar o Wenders para participar do projeto Sal da Terra. Ele aceitou imediatamente.
A presença dele acabou sendo decisiva para que eu redescobrisse meu pai. Wenders filmou numa sala escura o Tião contando as histórias por detrás das fotos de diferentes fases de sua produção. Diante da câmera, ele relatou suas viagens, tudo de mais bonito e terrível que ele fotografou e testemunhou durante seus 40 anos de carreira. Aquilo me tocou de um jeito muito forte, era a primeira vez que eu o via através do olhar de outra pessoa. De repente, ganhei uma percepção que nunca tinha tido. Algo mudou em mim. Quando me reencontrei com Tião em Paris, de uma hora para outra percebi que tínhamos virado amigos. Havia acabado meu receio daquela aproximação, que talvez decorresse do fato de ele ter sido tão ausente em momentos importantes da família. Ao ver aquele depoimento, enfim, assimilei como é importante o trabalho dele. Acabei aceitando suas ausências. A partir desse ponto nossa relação mudou completamente. Desde então, passamos junto o Natal e conversamos com frequência sobre coisas do dia a dia, como convém a uma boa relação entre pai e filho.
Durante nossas viagens, vivemos aventuras incríveis e momentos inesquecíveis. Uma das cenas que mais me marcaram ocorreu em Papua, na Indonésia. Depois de caminhar dois dias por trilhas da floresta, ficamos em um lugar isolado, convivendo com um grupo de nativos. A impressão inicial era que se tratava de pessoas muito diferentes de nós, com uma cultura inteiramente oral. Um dia, após uma caçada, um deles friccionou dois gravetos e extrai fogo, numa cena que parecia pré-histórica. Foi emocionante. Mas, ao filmar isso, me dei conta que eles traziam uma espécie de tabaco com o qual estavam enrolando cigarros. Eles tinham acendido a chama com o propósito de fumar cigarros depois de um dia duro de trabalho. É exatamente a mesma coisa que faço com meus amigos na França ou no Brasil. A gente acha que as distâncias no planeta são gigantescas, mas elas são muito menores do que se imagina. Tião ajudou a desbravar esses atalhos, e pude me certificar de como ele se sente próximo das pessoas que fotografa.
Meu pai é muito centrado e focado no que faz. Ele tem uma imensa capacidade de se adaptar a qualquer situação e se sentir à vontade, onde e com quem esteja. Ao contrário da maioria dos outros fotógrafos, fica muito tempo em lugares onde trabalha e se integra completamente às comunidades, tornando-se amigo de todos. Há uma sequência do filme, realizada na jornada pela selva da Papua-Nova Guiné, em que nos deparamos com dois homens e uma criança da região. Não há nenhuma forma possível de comunicação oral entre nós e eles, já que não falamos nenhuma língua comum. Mas, depois de dez minutos, Tião e eles já estão rindo. Criaram o início de uma relação e estão se entendendo sem palavras.
Sua fotografia é fruto dessa relação íntima que desenvolve com as pessoas. Nelas, transparece a emoção que vem com essas relações, tanto do lado do retratado como do fotógrafo. Para mim, esse foi um dos maiores ensinamentos do meu pai _ de que não existem barreiras entre os seres humanos, que sempre podemos nos entender, não importa onde ou em que condições nascemos e crescemos."

*Em depoimento a Sérgio Garcia.

No Dia Mundial da Fotografia, resolvi transcrever essa reportagem da Revista Época, datada em 06/04/2015, sempre admirei o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado, mas vê-lo através do relato de seu filho Juliano foi muito interessante. 
Pra quem ficou com curiosidade sobre o filme O Sal da Terra: 


Boas leituras!

Livro A criança, sua "doença" e os outros, Maud Mannoni


"A criança "doente" não se cinge ao seu lugar no contexto do mito familiar: a criança "doente" entra também nas dimensões formais, compartimentadas, do mito social do nosso tempo. Neste plano social estabelece-se _ e esta é a sua tragédia maior _ o conluio do adulto para rotular a criança com a expressão do seu refúgio angustiante: o rótulo de louco equivale a uma condenação de que não mais se pode sair, porquanto é precisamente o confinamento e a segregação em que se mantém o "doente" que o perpetua num estatuto equívoco e impeditivo de sua cura.
Este livro mostra, por outro lado, que o domínio do universo da criança, quando delimitado pela neurose ou psicose, só pode ser exercido pelo analista se este encontra lugar num contexto feito de palavras e de sintomas, num discurso que é o formulado pela própria criança e o dos pais. Trata-se, assim, de uma pluralidade de vozes, mas ao mesmo tempo de uma unidade psicológica: o veículo desta unidade é o sintoma e a sua expressão são os signos articulados da linguagem.
Em torno dessa posição rica de efeitos e de convergências dramáticas é que se desenrola este livro, sem dúvida uma poderosa contribuição à compreensão da realidade mórbida infantil no seu roteiro tri-partido: o sintoma, a palavra e a sua inserção dinâmica no mito familiar individual dos pais. A cura, a partir deste núcleo, segue um caminho de reconhecimento do ponto em que, nesta convergência ternária, a criança passa a ser o elemento "engastado" no campo do desejo do adulto.
Um livro de força revolucionária e científica, que é, também, um depoimento comovente para a libertação da criança.
MAUD MANNONI é uma das mais prestigiosas analistas francesas dos nossos dias, cuja ação teórica e práticas vem-se desenvolvendo em torno dos grandes temas psicológicos reformulados à luz de novas exigências conceituais e clínicas. Sua orientação freudiana se prende, sem prejuízo de sua formação intelectual e profissional, às amplas linhas analíticas de Jacques Lacan, um dos focos da renovação psicológica na França em termos de pensamento psicanalítico." ZAHAR Editores

Livro A criança, sua "doença" e os outros
Maud Mannoni

3ª edição
Zahar Editores
1983

Boas leituras!

19 de Agosto, Dia Mundial da Fotografia

Página 1

"No futuro, não serão considerados analfabetos apenas aqueles que não souberem ler, mas também quem não entender o funcionamento de uma máquina fotográfica." Escritas em 1936 pelo fotógrafo húngaro László Moholy-Nagy, essas palavras bastam, por si, para justificar o estudo da fotografia. Porém, ao aprendermos a tirar fotos e apreciá-las, não nos limitamos a passar por um mero processo de alfabetização, pois a fotografia transcende a barreira da linguagem, aumenta imensuravelmente nossa compreensão do mundo e de seus habitantes e incorpora às nossas vidas cotidianas uma sensibilidade mais aguçada em relação à beleza." Michael Busselle ( página 7)

Página 16

Página 30

Página 31

Página 90

Página 164

Capa

Dia 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia.

Temos no Stand este belíssimo livro de Michael Busselle de 1977.

Livro Tudo Sobre Fotografia
Michael Busselle

Tradução de Léa Amaral Tarcha
224 páginas

Círculo do Livro S.A.
1977

Boas leituras!

Livro A Tumba de Adão, Glenio F. Paranaguá


"Esta é uma obra singela, mas realmente ousada. Além de penetrar num terreno minado, ao extremo, teve a coragem de se arriscar por "mares nunca dantes navegados".
A Tumba de Adão trata de um assunto relevantíssimo para a fé cristã; a morte do velho homem, isto é: a morte de Adão, do velho Adão; e, o faz de um modo sem rodeios, ressaltando ainda sobre uma descoberta surpreendente: a Arca da Aliança, um móvel, verdadeiramente fundamental no processo da redenção, que se manteve fora dos olhares da história até 1982, quando foi encontrada nos arraiais de Jerusalém, por um arqueólogo americano, Dr. Ronaldo Wyatt.
E por que continua incógnita? É isto que vamos tentar ver aqui. Este livro é um dos únicos para as prateleiras das livrarias atuais e foi escrito contra a correnteza do humanismo asfixiante, a fim de esclarecer com objetividade, certos fatos que alguns exegetas descuidados e os historiadores oficiais insistem em omitir das pessoas.
Você vai se surpreender com esta leitura, por isso não perca tempo e vá em frente." 

Livro A tumba de Adão
Despojando o velho homem
Glênio Fonseca Paranaguá

Editora IDE
2011

Boas leituras!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Livro Não há vitória sem luta, Fran e Jill Sciacca


"Cremos que o verdadeiro relacionamento com Jesus Cristo e com os que vivem consagrados a Ele é uma experiência tão satisfatória e emocionante que às vezes nos deixa perplexos! Não estamos falando daqueles que simplesmente "passam tempo na igreja". Estamos nos referindo aos que amam de verdade e seguem Àquele que morreu na cruz por nós.
Caro adolescente, pode estar certo que conhecemos suas lutas. São inimigos contra os quais estamos lutando também. São batalhas que às vezes temos perdido. Mas sabemos que existe uma maneira de alcançar a vitória, e queremos ajudar você a descobrí-la.
Nossa oração é que, através de um estudo pessoal da Palavra de Deus, você obtenha nova visão para uma vida significativa, e que caminhe com o Senhor para alcançar a vitória." 

Livro Não há vitória sem luta
Treinamento para o crescimento espiritual
Fran e Jill Sciacca

Tradução Rejane Caldas
Editora Vida
1995

Boas leituras!

Livro Meandros do Coração, Amaro Flores Castilhos


Livro Meandros do Coração
Amaro Flores Castilhos

Gráfica Editora Treze

Edição e revisão: Jornalista Milton Souza
Agência Texto Certo

Boas leituras!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Livro O mundo do Novo Testamento, H.E. Dana


"Eis uma obra clássica na matéria de que trata. O autor tem seu nome garantido entre os eruditos do Novo Testamento pela sua vasta contribuição literária para o campo de sua especialidade. Utilizando os recursos da arqueologia bíblica e pesquisa histórica, colocamo-nos lado a lado com os principais problemas da sociedade em que os autores do Novo Testamento viveram. Suas informações permitem uma melhor interpretação dos eventos mencionados em o Novo Testamento.
Após o capítulo introdutório sobre o ambiente do Novo Testamento, ele apresenta-nos as duas outras divisões de sua obra. A primeira parte trata do judaísmo. A segunda parte, do helenismo.
O estilo de comunicação é agradável, seja pela matéria em si, seja pela própria maneira objetiva do autor colocar suas idéias. Este volume é indispensável na biblioteca do Pastor, Professor de Escola Bíblica Dominical e estudiosos do Novo Testamento de um modo geral."

Livro O mundo do Novo Testamento
Um estudo do ambiente histórico e cultural do Novo Testamento
H.E. Dana

Tradução de Jabes Tôrres
3ª edição
Junta de Educação Religiosa e Publicações
1980

Boas leituras!

Livro Fogo Morto, José Lins do Rego


Livro Fogo Morto
José Lins do Rego

Romances Reunidos e Ilustrados - 10
Prefácio de Otto Maria Carpeaux
Nota de Mário de Andrade
Nota biográfica de Wilson Lousada
Ilustrações de Luis Jardim

25ª edição

Livraria José Olympio Editora
1983

Boas leituras!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Livro Saúde pelas plantas, Eliza S. Biazzi


"As plantas são um presente que a Natureza põe à disposição da nossa saude. Elas crescem por aí, nos quintais, jardins e mesmo nos caminhos e estradas.Seus valores curativos são reconhecidos por todos. Custam muito pouco e oferecem a vantagem de não ter maiores efeitos colaterais.

Nesta obra você encontrará recomendações para ajudá-lo a combater as doenças correntes, de tal modo que possa ter uma vida mais significativa. Além de indicações especificas para as diversas doenças que podem ser tratadas, há sugestões para a montagem da sua horta básica das plantas que podem suavizar e curar os males mais comuns do dia-a-dia, aproveitando aquele cantinho do quintal, no jardim ou até num vaso."

Livro Saúde pelas plantas
Eliza S. Biazzi

Casa Publicadora Brasileira
27ª edição
1998

Boas leituras!