segunda-feira, 6 de março de 2017

Livros Senhora e Diva, José de Alencar


Senhora

"A obra Senhora, de José de Alencar é dividida em quatro partes. A primeira delas, nomeada de “O preço do casamento”, começa descrevendo uma jovem moça chamada Aurélia, rica e frequentadora de bailes da alta sociedade. Aurélia, sendo órfã e recebedora de uma grande fortuna, estava sempre acompanhada de sua parenta D. Firmina e acreditava que todos só se interessavam por ela por causa de sua beleza e do seu dinheiro. Em um baile de costume, Aurélia começou a se questionar sobre sua educação e seu destino. Escreveu uma carta ao Sr. Lemos dando-lhe a missão de arrumar seu casamento com o atual noivo de Adelaide Amaral, o Fernando Seixas. Seixas era pertencente a uma família de situação pouco favorável e pretendia arrumar um casamento com uma moça rica para oferecer melhores condições para sua mãe e suas irmãs, e também para seus luxos. Lemos faz a proposta de casamento a Seixas, que mesmo sem conhecer a noiva, recebe um adiantamento do alto dote e aceita o compromisso. Quando foi apresentado à Aurélia, Seixas sente uma profunda humilhação, pois em tempos passados tinha rompido um noivado com ela para ficar noivo de Adelaide, que era mais rica. Na noite de núpcias, Aurélia chama seu então marido de homem vendido.
Na segunda parte, chamada “Quitação”, é contada a história de Aurélia. D. Emília era sua mãe e Pedro Camargo, seu pai. Pedro era filho bastardo de um rico fazendeiro e casou-se com Emília sem conhecimento de seu pai. Anos depois, acaba morrendo e seu pai não conhece sua neta. D. Emília fica em má situação para criar sua filha. Nesse momento, Seixas se elege como pretendente de Aurélia e assume o compromisso de se casar com ela. Porém, se arrepende por ter se apaixonado por uma moça pobre e órfã e assume compromisso com Adelaide, moça rica na sociedade. Perto de falecer, o avô de Aurélia a procura e deixa para ela toda sua fortuna. Após a morte de sua mãe, Aurélia tem como tutor Sr. Lemos, seu tio, e como acompanhante, D. Firmina.
A terceira parte tem como título “Posse” e descreve a rotina de Aurélia e Fernando enquanto casal. Eles vivem uma vida de aparência; desfilam de mãos dadas, trocam carinhos e gentilezas diante de bailes ou de amigos. Mas quando estão sozinhos, trocam palavras ferinas e acusações. Fernando se vê como um escravo de Aurélia, tendo ela como sua dona e a obedece em todos os seus desejos.
Na quarta e última parte, “Resgate”, temos os principais acontecimentos da trama. Os desejos não realizados de Aurélia e Fernando são passados pelo autor com muito erotismo. Porém, por orgulho, Fernando e Aurélia não se deixam envolver. Podemos notar nessa parte a visível transformação de Fernando que passa a recusar o luxo que tanto já desejara. Fernando passa então a trabalhar dedicadamente e faz um negócio importante, em que arrecada um valor e devolve para Aurélia todo o dinheiro do dote. Ele então pede o divórcio. Comprovada a mudança de Fernando, Aurélia lhe mostra o seu testamento escrito no dia do casamento, onde é deixada para Fernando toda sua fortuna e é declarado o seu amor por ele. O casamento então se consuma e os dois se tornam um casal de amantes."

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/senhora.html

Diva

"dando continuidade às cartas para a senhora G. M., agora Paulo conta a história de amor entre seu amigo, o Dr. Augusto Amaral, e a jovem Emília. Paulo e Augusto se conheceram a bordo de um navio rumo ao Recife: enquanto Paulo permanecera em sua cidade natal, o outro, jovem médico, partira para Paris e lhe enviara um manuscrito, confessando ao amigo o amor pela moça, cujo conteúdo é o romance que se segue.
Emília é uma menina feia que cresce em meio ao luxo das grandes famílias ricas do Rio de Janeiro. Porém, quando muito jovem, contrai uma doença mas é salva pelo dr. Amaral. Dois anos mais tarde, depois de sua viagem, o jovem médico retorna à casa a convite de seu pai mas a mnina, agora uma bela moça, o ignora e mostra desdém.
Por "diva", compreende-se uma mulher que é muito bonita e altiva, com ares de divindade e superioridade e que é assim vista por seus admiradores. O título do romance é explicado a partir da descrição que o narrador (Augusto) faz de Emília:
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém na mesma delicadez do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilado na cabeça de um anjo. Hava em toda a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para sua celeste ascenção.
Mais adiante:
Por esse tempo Emília fez a sua entrada no Cassimo.
- Já viu a rainha do baile? disseram-me logo que cheguei.
- Ainda não. Quem é?
- A Duartezinha.
- Ah!
Realmente, a soberania da formosura e elegância, ela a tinha conquistado. Parecia que essa menina se guardara até aquele instante, para de improviso e no mais fidalgo salão da corte fazer sua brilhante metamorfose. Nessa noite ela quis ostentar-se deusa; e vestiu os fulgores da beleza, que desde então arrastavam após si a admiração geral.

O romance passa a maior parte do tempo mostrando os "jogos" e conflitos entre os dois personagens e o esforço da parte de Augusto em compreender os motivos da atitude ríspida de Emília e meios para se aproximar da moça, por quem está muito interessado. Ao final do romance, Augusto declara seu amor por Emília, que diz não o amar. Porém, a moça se arrepende do que havia dito e assume que, na verdade, a paixão que ele sente por ela é recíproca. Ela então se rende ao amor que sente por ele e os dois ficam juntos.
O enredo denota as principais caracteristicas dos romancs urbanos de Alencar: um enredo simples, porém, com personagens psicologicamente mais elabordos do que os vistos até então na literatura brasileira. A descrição dos costumes da alta sociedade e da corte, do que se passava dentro dos salões e da intimidade das alcovas das senhoras munido de um vocabulário rebuscado fez de Alencar um escritor singular em seu tempo."

Fonte: http://www.soliteratura.com.br/romantismo/romantismo14.php 

Livro Senhora / Diva
José de Alencar

Dicopel

Boas leituras!


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