quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Poema Amar! de Florbela Espanca


"Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…"

Florbela Espanca era muito intensa. 
Não cabia nela mesma. 
Embriagava-se com a vida, mas a vida não lhe bastava. 
Ela mesma se definia como insaciável e dizia que se cansava até de desejar. 
E toda essa intensidade é vista na sua obra, repleta de metáforas, cores, cheiros, que nos dão a nítida impressão do que ela estava sentindo naquele momento e só podia compartilhar com uma folha de papel, em seus descosidos monólogos. 
Por: Lorena Mesquita.

Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar!  Amar!  E não amar ninguém!
Recordar?  Esquecer?  Indiferente!…
Prender ou desprender?  É mal?  É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…
***

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Boas leituras!

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